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Indese/AML discute alternativas para resíduos sólidos da saúde em Londrina

Diretoria da Associação Médica recebeu projetos de empresas que empregam tecnologias diferenciadas das que atuam em Londrina; melhor proposta será definida neste segundo semestre

A Associação Médica de Londrina, em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde e Ecologia - Indese, define neste mês um novo modelo de tratamento para os resíduos sólidos de saúde gerados na cidade. A proposta é garantir maior segurança na destinação destes materiais e menor custo aos geradores, fornecendo ainda rentabilidade ao Instituto.

Londrina produz atualmente de duas a três toneladas de resíduos sólidos de saúde por dia. Porém, parte deste total não é tratado no município. Isso se deve ao fato de determinados materiais requererem destinação específica, cuja atual estrutura de tratamento presente na cidade não dá conta. Assim, o conteúdo é transportado a outras localidades, sofrendo risco de acidentes de trânsito que podem ocasionar no depósito de objetos contaminantes em lugares indevidos.

Tendo em vista a importância da designação adequada destes resíduos, o Indese tem buscado alternativas para a questão. “Tudo o que se faz de forma compartilhada, existem mais chances de efetividade e redução de custos. Então, pensamos, ‘já que somos associados em uma organização [a AML], por que não tratarmos nós mesmos do nosso problema? É aí que entra o Indese, propondo novas possibilidades para os geradores” explica Marcel Haswani, engenheiro civil e colaborador do Instituto.

“A ideia é fazer um compartilhamento entre os geradores e comprar uma tecnologia para ajudar os associados. Não é só o tratamento, é um modelo de negócio. É uma forma do Indese adquirir sustentabilidade econômica e resolver o problema, além do gerador pagar um valor menor pelo serviço” completa ele.

A presidente da AML, Beatriz Tamura, reitera a importância do projeto para Londrina, bem como a relevância do papel desempenhado pelo Indese, cuja gestão sob o seu comando terminou no último mês de junho. “Vimos a necessidade de realizar ações dentro de Londrina, unimos forças e estamos analisando as propostas. Esse projeto vai mexer com todo o serviço de saúde da cidade. Queremos que Londrina se consolide como um polo de inovação em saúde e o Indese tem contribuído com esse objetivo” aponta.

TECNOLOGIAS INOVADORAS - Neste momento, estão em análise duas propostas. Uma delas, conta com tecnologia japonesa e utiliza o sistema de pirólise, reação de decomposição térmica na qual os resíduos são expostos a um alto calor. A outra, proveniente da Itália, submete o lixo hospitalar a um processo termomagnético que altera as propriedades destes materiais por meio de variações de temperatura.

As tecnologias já foram testadas em diversos países, inclusive no Brasil, e comprovaram eficiência. No momento, a AML, em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA/PR) e o Instituto ambiental do Paraná (IAP), analisam os aspectos legais do procedimento para que a escolha entre uma delas seja feita.

Após essa definição, a tecnologia optada passará por uma fase de estudos, que levará ao processo de licenciamento do equipamento. De acordo com Marcel Haswani, “a previsão é de que o projeto seja aprovado ainda neste ano e que a implantação tenha início em 2019, o que deve levar de três a quatro meses. A expectativa é que dentro de um ano já esteja tudo funcionando”.

INDESE E UEL - O Indese firmou ainda uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) com o intuito de iniciar um trabalho com catadores de material reciclável na cidade. A união entre o Instituto, residentes e acadêmicos propõe orientar e indicar encaminhamentos a esses trabalhadores ao lidar com resíduos de saúde que possam chegar até às cooperativas.

Fonte: Publicação original no Jornal da AML, edição de julho 2018



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