Empresa londrinense cria antisséptico bucal que inativa em 96% o vírus causador da Covid-19

O produto não é medicamento nem vacina. Mas segundo os 60 pesquisadores envolvidos, pode servir como suporte ao tratamento da Covid, já que é capaz de bloquear em 96% o vírus na cavidade oral (região da boca), impedindo-o que ganhe forças e avance para o restante do organismo. Denominado Detox Pro, o novo produto é da Dentalclean, marca da empresa londrinense Rabbit, especializada no segmento de higiene oral. Com investimento de R$ 10 milhões para as pesquisas realizadas por profissionais de quatro instituições públicas brasileiras, entre elas a Universidade Estadual de Londrina (UEL), o antisséptico bucal que assegura inativar em 96% o Sars-CoV-2 teve lançamento nacional virtual na terça de 24 de novembro.

O anúncio do desenvolvimento de uma fórmula de antisséptico bucal capaz de inativar em 96% a proliferação do vírus causador da Covid-19, foi realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).  A fórmula é baseada na tecnologia Phtalox, um composto criado inicialmente para o tratamento do mau hálito e para melhorar a saúde da gengiva. A pesquisa foi realizada pelo Centro de Pesquisa e Inovação da empresa DentalClean em parceria com quatro instituições públicas: Faculdade de Odontologia da USP em Bauru (SP), Instituto de Ciências Biológicas da USP, a Universidade Estadual de Londrina (PR) e o Instituto Federal do Paraná. O estudo é coordenado por Fabiano Vieira Vilhena, cirurgião-dentista sanitarista e pesquisador da USP, e contou com o envolvimento de 60 especialistas. Para o desenvolvimento e pesquisa do produto, foram investidos R$ 10 milhões.

As pesquisas feitas foram registradas na ReBEC e Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo Paulo Sergio da Silva Santos, professor de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas da FOB, os pesquisadores já tinham conhecimento da capacidade do Phtalox de reduzir microrganismos na boca. Com a pandemia, surgiu a ideia de testar o composto com vírus e houve comprovação clínica da eficácia do produto em 96% das amostras colhidas. O pesquisador Fabiano destacou que o antisséptico não é medicamento ou vacina, mas serve como suporte ao tratamento da Covid.

De março a novembro, os pesquisadores concluíram seis etapas de estudo que envolveram 107 pacientes em testes laboratoriais, séries de casos e estudos clínicos randomizados triplo-cegos. Logo no primeiro mês, foi confirmada a ação virucida do produto, que, de uma fórmula fabricada para doenças gengivais, foi redirecionada para verificar sua eficácia na prevenção da transmissão do Sars-CoV-2.

“Inativar a transmissão do vírus da Covid-19 nas vias aéreas superiores do corpo humano é uma das formas mais eficazes de não avançar a doença para as vias respiratórias inferiores”, escrevem os cientistas. “O antisséptico é capaz de bloquear o vírus na cavidade oral (região da boca), impedindo-o que ganhe forças e avance para o restante do organismo.” Com o sucesso em testes, o produto, chamado Detox Pro, foi aprovado pela Anvisa em outubro e, em 24 de novembro, anunciado o início da produção em larga escala. “Começamos hoje a produção do primeiro lote desse produto, o antisséptico de 600 ml”, disse Giuliano Castro, gerente nacional de negócios da Dentalclean. “Para o primeiro trimestre de 2021, a estimativa de produção é de mais de 12 milhões de unidades nas categorias antisséptico, spray e gel dental, ” comenta o gerente, finalizando que “conforme o aumento da demanda, a produção poderá ser aumentada.”

Fonte: Com informações da Revista Galileu  e G1 , em 24 novembro –  Fotos: Ilustração e Dentalclean/site

 

 

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