Campanha Junho Vermelho quer incentivar novos doadores de sangue

Um mês de conscientização sobre a importância da doação de sangue, sendo 14 de junho o Dia Mundial do Doador de Sangue, data estabelecida em 2015 pelo Ministério da Saúde. Um dos motivos para a escolha desse mês comemorativo, é que durante os meses mais frios do ano, os hemocentros também registram baixa nas doações de sangue. E desde o ano passado, além do frio, a pandemia também trouxe impactos no número de doações. Em 2020, houve queda de aproximadamente 20% no número de doações.

Quem pode doar – 
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, o doador deve cumprir 3 requisitos básicos para contribuir: estar em boas condições de saúde (sem sintomas de doenças ou infecções), ter entre 16 e 69 anos de idade, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos, e pesar pelo menos 50 quilos. Menores de idade também podem doar sangue desde que estejam acompanhados dos responsáveis. Vale lembrar que pessoas que fizeram tatuagens ou piercings recentemente devem aguardar pelo menos 6 meses após o procedimento.
O ministério adverte que uma testagem de hemoglobinas e doenças é feita em todas as doações. Pessoas com quadros de inflamação crônica, inflamação por ferimentos ou procedimentos médicos (como tratamento dentário de canal recente) também não devem doar. A frequência máxima de doações é de 4 vezes ao ano para homens e 3 vezes ao ano para mulheres.

Outra dúvida constante é sobre a Covid-19, pessoas que tiveram a doença podem doar sangue após 30 dias da completa recuperação. Além disso, se a pessoa teve contato com alguém contaminado pelo novo coronavírus nos últimos 30 dias, é indicado que passe 14 dias sem fazer doações.

Desde o início da pandemia (2020), a Organização Mundial de Saúde (OMS) vem incentivando as doações, já que bancos hospitalares de sangue passam por um desabastecimento em escala mundial por causa da quarentena gerada pela Covid-19. Segundo dados do Ministério da Saúde, a coleta de bolsas de sangue de 450ml caiu 2,5% nos últimos 4 anos, embora a necessidade de transfusões tenha aumentado.

Fonte: Portal Saúde Debate, em 1 junho 2021

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