Dois associados AML concorrem ao cargo de vereador: Alberto Toshio Oba e Denio Ballarotti

Alberto Toshio Oba é especialista em Cirurgia Geral e Endoscopia Clínica, com MBA em Gestão de Negócios e título de Bacharel em Direito. E Denio Ballarotti, especialista em Clínica Médica e Medicina do Trabalho, teve boa parte de sua carreira médica dedicada à saúde pública, como servidor concursado na SMS de Londrina. Os dois  associados AML disputam pela primeira vez uma das 19 cadeiras do Legislativo londrinense, na eleições municipais de 2020.

– Dr. Alberto concorre pelo Partido Social Cristão (PSC), com o número  20012, apenas como Toshio Oba.
– Dr. Denio Ballarotti concorre pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), com o número 12222.

A seguir, o perfil com um pouco da história de vida e da carreira médica de cada um dos médicos associados, e a resposta à pergunta “Por que sou candidato?”

 

DR. DENIO BALLAROTTI
PDT – 12222

Londrinense, nascido em 20 setembro de 1944, graduou-se em Medicina pela Federal do Paraná em 1972. Depois de formado trabalhou como médico generalista no interior do Estado, no município de Nova Santa Rosa, onde tinha hospital e trabalhou por cerca de 13 anos. De volta a Londrina, atuou na área ambulatorial em Clínica Médica e Medicina do Trabalho. Em paralelo ao consultório particular, exerceu atividades como médico concursado da Prefeitura de Londrina para atuação em Unidades Básicas de Saúde, sendo a UBS do Jardim Tóquio a unidade em que permaneceu por mais tempo.
Ao longo dos seus 48 anos de exercício profissional também assumiu a superintendência do IPE em Londrina, a convite do então governador do Paraná Jaime Lerner. As atividades médicas voltadas aos cuidados e assistência à saúde do funcionalismo público também marcaram outros dois destacados momentos de sua carreira: na direção da Caapsml, em cargo que assumiu a convite do então prefeito Barbosa Neto, e antes, na gestão do prefeito e também médico Luis Eduardo Cheida, quando foi diretor geral na Secretaria Municipal de Saúde de Londrina.

Apesar de todo o envolvimento ao longo de sua carreira com a Saúde Pública junto ao executivo municipal, essa é a primeira vez que disputa um cargo no legislativo, justificado principalmente pela sua participação partidária junto ao PDT – Partido Democrático Trabalhista, no qual é filiado desde 1985.
Casado no último ano da faculdade, é viúvo e pai de três filhos (um advogado, um comerciante e uma enfermeira) e avô de quatro netos (3 meninos e 1 menina), com idades entre 9 e 16 anos. Dr. Denio Ballarotti é associado AML desde 29 de março de 1994, e concorre ao cargo de vereador pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) com o número 12222.

POR QUE SOU CANDIDATO?
Carrego um sentimento muito grande de dívida com Londrina, pois a cidade me deu muita coisa boa. Quero resgatar tudo o que recebi e poder retribuir. Uma retribuição com projetos especialmente voltados a duas áreas que conheço técnica e cientificamente e que me dediquei ao longo da minha vida: a medicina e o esporte. E também um esforço pessoal, uma atenção para questões como a agricultura, e nesse ponto, estendendo para os cuidados com as estradas rurais, que hoje encontramos muitas abandonadas e que são importantes porque representam não só o meio de escoamento da produção agrícola, mas também um caminho para o transporte escolar e os serviços de assistência à saúde à população dos distritos e comunidades rurais.

Minha maior causa é sem dúvida atuar para valorizar o profissional médico para qualificar o atendimento ao usuário dos serviços de saúde de Londrina. Vou me empenhar para que haja mais concursos, pois o médico concursado traz muito mais estabilidade para o município. Ele cria vínculos com o poder público e com a comunidade onde atua. O que pode não acontecer com os terceirizados. Salário, estabilidade, condições e meios para que desempenhem sua função adequadamente…. Sabemos hoje que um gargalo da SMS é a quantidade insuficiente de medicamentos mais “modernos” e a reduzida capacidade para realização de exames, como raio X, ressonância e ultrassonografia. Mas o que um vereador pode fazer junto ao executivo em relação a isso? Pressão, pressão, pressão.
  
Como médico aposentado do serviço público na saúde londrinense, vou buscar reforçar uma luta antiga do Sindicato dos Médicos Norte do Paraná (entidade em que também faço parte) contra a denominação e função do médico como promotor de saúde. Essa é uma luta sem trégua… Penso que como vereador, neste caso, posso ajudar criando ou apoiando uma comissão de estudos, com levantamento para que conheçamos toda a história, legislação e pareceres legais para que o médico vinculado à saúde pública de Londrina tenha resgatado não apenas o título, mas seja amparado por lei para o exercício de sua profissão nesta função. Assim como considero que é papel do legislativo, atuar e cobrar do executivo projetos e propostas que atendam às variadas demandas da população com recursos que têm que estar presentes em situação normal, e que não apareçam apenas em momentos de emergência.
 
Além disso, considero que algumas importantes experiências pessoais – como o fato de ser ex-atleta e esportista, e realizado os cursos de piloto amador e de Teologia, já em fase adulta e madura para vencer etapas pessoais – podem contribuir com o meu trabalho na Câmara. Meu desejo como vereador e ex-atleta do basquete, esporte em que fui da seleção de Londrina e da Juvenil do Paraná, é poder resgatar a participação de novos atletas e talentos da cidade, pois atualmente o basquete de Londrina é formado basicamente por atletas vindos de outros municípios. E em relação às minhas posteriores formações, para mim representam, demonstram que é sempre muito importante se aventurar, conhecer e propor algo novo em qualquer etapa da vida. E disputar uma cadeira na CML nestas eleições, resgatar e retribuir, e poder contribuir com melhorias para a saúde e a educação, é isso: se propor ao novo.”


DR. TOSHIO OBA
PSC – 20012

É nascido em Cruzeiro do Oeste, em 12 de setembro de 1963. Município da região Noroeste paranaense criado em 1952 pelo então governador Bento Munhoz da Rocha Neto, e emancipado dois anos depois já com o título de maior produtor de café do Estado, e cidade considerada até meados dos anos 1960 como a terceira maior do Estado, depois de Curitiba e Londrina.
E foi esta terra de destacada produção agrícola que uniu seus pais: a mãe que chegou do interior de São Paulo com a família de imigrantes japoneses para o trabalho na lavoura cafeeira; e o pai que, recém-chegado do Japão a bordo do navio Africa Maru (1958), saindo de Santos aportou primeiro às margens do Rio Paraná para ajudar numa plantação de arroz; depois seguiu para Cruzeiro do Oeste.

Como o desejo de ser médico era precoce, por iniciativa da mãe foi morar em São Paulo ainda aos 14 anos, num pensionato na Rua Fagundes, no Bairro da Liberdade. Depois dos três anos foi aprovado em sua primeira tentativa no vestibular da FUVEST, graduando-se médico em dezembro de 1986 pela Faculdade de Medicina da USP. Aprovado em primeiro lugar no processo seletivo de residência médica, fez Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas da mesma instituição. Em 1990, já casado, foi para Carajás (Pará), sede da mineradora Companhia Vale do Rio Doce, onde exerceu o ofício médico também com a população da Terra Indígena Xikrin do Cateté.

Antes de chegar a Londrina no início do ano de 1994, trabalhou por dois anos em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, e começou uma nova especialização também no Hospital das Clínicas da FMUSP. E é com a Endoscopia Geral que tem trabalhado desde então e aqui na cidade, com atividades realizadas em clínica própria, e também na UBS do Lindóia, no Hospital Zona Norte, no Siate e Cismepar. Ao longo deste período, fez MBA em Gestão de Negócios na FGV e o curso de Direito na UEL, e presidiu, por quase 10 anos, o Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná.

Casado com Sueli ainda no primeiro ano de sua primeira residência médica, tem três filhos: Daniela (32 anos), médica e especializando-se também em Endoscopia; Guilherme (29), Cientista da Computação, casado e residente nos Estados Unidos; e Júlia (18), que se preparada para seu primeiro vestibular em medicina. Dr. Alberto Toshio Oba é associado AML desde 16 de março de 1994 e concorre ao cargo de vereador pelo Partido Social Cristão (PSC) com o número 20012.

POR QUE SOU CANDIDATO?
Peço sua licença para lhe explicar porque decidi entrar na vida política. Para começar, nunca fui candidato. Esta é a primeira vez. Fui convidado algumas vezes anteriormente, mas nunca me animei. Como médico, sempre acreditei que poderia fazer minha parte para a sociedade atendendo bem a cada um de meus clientes.
 Não está errado, pois ao exercermos dignamente a nossa profissão, seja qual for, estamos contribuindo para o bem-estar de todos; porém, para certas mudanças, há necessidade de se expandir o círculo de influências. Aprendi que, como médicos, não curamos doenças; usamos o conhecimento científico para ajudar as pessoas a criarem condições que possibilitam a cura; na verdade, são as pessoas que se curam.
  
Da mesma forma, entendo que o papel de um agente político é contribuir para a criação de condições favoráveis para o bem-estar geral e para que cada um possa buscar sua própria felicidade; isto vai muito além da mera prestação de serviços públicos. São situações relacionadas à infraestrutura, segurança física, segurança jurídica, lazer, cuidados com o meio ambiente etc. Um ambiente que permita o desenvolvimento econômico, liberdade para empreender, lazer, meio ambiente etc.
 
Sei que podemos fazer mais com menos. Posso contribuir para que os recursos sejam bem aplicados e, especificamente, na área da saúde, assegurar o investimento prioritário: a prevenção. Além disso, como o capital intelectual não se forma da noite para o dia, é muito importante o investimento em Recursos Humanos. Investir em condições de trabalho, capacitação e atualização profissional são fundamentais para a manutenção e aperfeiçoamento do quadro funcional, o que reflete diretamente no atendimento à população. Em se tratando da medicina, então, nem se fala, pois os médicos exercem um papel nuclear nos cuidados à saúde.
 
As condições de trabalho para os médicos deixaram de ser interessantes tanto no setor público como no privado. Especificamente na área pública, os concursos são pouco atraentes (quando tem) e aqueles que trabalham no setor público tem experimentado a precarização do trabalho, isto é, a redução da remuneração, dos benefícios e das garantias e um aumento sem precedentes da pejotização.   

Tenho o desejo de servir. Para se alcançar o resultado almejado, algumas vezes é necessário atuar em outros níveis, nesse caso, diretamente onde a legislação é elaborada e o planejamento é realizado.
Como diz a música de Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Assim, o cargo de vereador é o primeiro passo para aumentar este círculo de influências para poder agir em outros níveis. 

Meus valores são honestidade, integridade, lealdade e serviço ao próximo. Cuidar de pessoas é minha vocação. Quero ser seu representante na câmara de Londrina.

 

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