Uma única doação de sangue pode salvar até três vidas

Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, homenageia doadores anônimos e reforça campanhas de conscientização

Você sabia que a doação de sangue é muito importante para a rede de saúde porque um único doador é capaz de salvar pelo menos três vidas? Uma bolsa de sangue é fracionada e processada em três componentes sanguíneos distintos que podem ajudar o tratamento de três pessoas diferentes.

Por isso, há 20 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o 14 de junho como o Dia Mundial do Doador de Sangue: para homenagear os anônimos que todos os dias salvam vidas doando sangue e para reforçar as campanhas de conscientização.

No Brasil não é diferente. Este ano, o “Junho Vermelho” traz o tema “No seu aniversário, doe sangue!”, para ressaltar que cada gota de sangue doada importa o ano inteiro. O Dr. Fausto Trigo, hematologista e coordenador do Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina, explica que o tema foi pensado para garantir um estoque de sangue para a cidade.

hemocentro doação de sangue

Segundo o especialista, é possível doar mais de uma vez ao ano, mas para quem não tem essa disponibilidade, a doação anual já é muito importante. Por isso o pedido para que as pessoas escolham o dia do aniversário como data anual para doação de sangue. 

“O Dia Mundial do Doador de Sangue reconhece a importância do doador para a saúde e reconhece uma rede de pessoas do bem, que tem por objetivo auxiliar o próximo sem nenhum tipo de recompensa”, justifica o hematologista.

No Brasil,  o Ministério da Saúde ainda instituiu 25 de novembro como o Dia Nacional do Doador de Sangue. Novembro foi escolhido por preceder um período de estoques baixos, por conta da proximidade das férias, das datas comemorativas de fim de ano e outros feriados prolongados. 

Triagem assegura procedimento

Estão aptas a doar pessoas com mais de 18 anos e até 69 anos de idade. Basta apresentar um documento oficial com foto ao procurar o hemocentro mais próximo.

“O doador faz um cadastro e passa por um processo de triagem de sinais vitais, assegurando que ele tem boa saúde para doar sangue. Depois passa pela triagem clínica, que é um conjunto de perguntas sobre a saúde do doador para assegurar que o receptor do sangue dele não terá problemas”, descreve o Dr. Fausto Trigo.

“Ele será questionado sobre aspectos de saúde, exposição a fatores de risco infecciosos e não infecciosos e, caso seja detectado algum risco para a saúde dele ou do receptor, ele não poderá atuar e ficará inapto, às vezes de forma temporária, às vezes de forma definitiva”, completa o hematologista.

A doação é de 400ml a 450ml de sangue no total e ocorre em, no máximo, dez minutos. Em seguida, o doador toma um lanche dentro do próprio hemocentro e vai embora.

“Essa bolsa de sangue doada entra em nosso laboratório e é processada para, finalmente, oferecer aos hospitais os concentrados de glóbulos vermelhos, plaquetas e plasma fresco congelado. Uma bolsa de sangue é fracionada e processada em três componentes sanguíneos diferentes e que podem prover componentes para três pessoas diferentes”, explica o especialista.

Conforme ele, a existência de bancos de sangue é fundamental para o bom funcionamento da rede de saúde, porque não só as emergências, mas inúmeros tratamentos dependem de sangue. Hoje, o Hemocentro de Londrina abastece tanto a rede pública quanto a privada, atendendo 22 hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), que integram a 17ª Regional de Saúde, entre eles o Hospital do Câncer (ICL) e o HU.

“Infelizmente, no País, sangue ainda não é tratado como uma política de saúde obrigatória. Bancos de sangue privados ainda existem e são uma parcela importante, inclusive, da hemoterapia nacional. Sem os bancos de sangue privados realmente haveria ainda mais falta de sangue do que já existe”, avalia o Dr. Fausto Trigo.

De acordo com ele, de uma forma geral, os bancos de sangue públicos, chamados hemocentros, estão aumentando em número, tamanho e capacidade de provisão de sangue e só eles fornecem sangue para os hospitais públicos, que são a grande maioria no País.

Medo ainda impede doações

Para o Dr. Fausto Trigo, o que ainda dificulta a doação de sangue é que ela não é passível de armazenamento, porque o sangue é um material biológico e tem prazo de validade. 

“É importante frisar que a doação de sangue precisa ser realizada diariamente, de segunda a sábado, que são os dias que o Hemocentro do HU atende, para que a gente não tenha desabastecimento de sangue.”

Na opinião do médico, o medo ainda impede muitas pessoas de doar: “Existe um tanto de preconceito da possibilidade de passar mal ou de se contaminar por alguma doença, o que são preconceitos infundados”.

“A chance de uma pessoa passar mal na doação de sangue também é muito pequena. No máximo, ela pode ter uma queda de pressão e dentro do Hemocentro do HU vai ser prontamente atendido, não vai ter problema nenhum.”

“Outro fator que impede as pessoas de doarem é realmente não dispensar importância à doação de sangue. Muitas pessoas ainda ignoram o fato de que sem sangue não podem ocorrer tratamentos médicos, sem sangue várias pessoas podem, inclusive, morrer”, alerta o hematologista.

Ele reforça a necessidade das campanhas de conscientização. “Desde 2014, Londrina homenageia publicamente os doadores e promove ações de marketing e publicidade para a conscientização da doação de sangue, com a promulgação da lei da quinzena municipal de doação de sangue, inicialmente em 2014, em 2017, com a promulgação do ‘Junho Vermelho’.”

Como doar:

O Hemocentro Regional fica no prédio anexo ao HU, na Rua Cláudio Donisete Cavalieri, 156. Funciona de segunda a sexta das 8h às 18h30 e aos sábados das 8h às 17h30.

Durante a semana não é necessário agendamento, mas para doar aos sábados, é necessário agendar horário no site https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Doacao-de-Sangue.

Mais informações pelo WhatsApp (43) 99115-3927 ou pelos telefones (43) 3371-2218/ 3371-2356.

Por Comunicação AML – Divulga e Infinita Escrita

comunica.aml@aml.com.br

 

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